Se você não concorda com o que está lendo, que bom, você também tem uma opinião. Não há problema que seja diferente da minha, podemos juntos construir algo mais claro do que cada um o faz sozinho.
Se você observar a natureza verá nela duas forças que se opõem. Estas forças mostram-se em múltiplas formas, ora num, ora noutro pólo. Mas, se observar novamente com maior cuidado, verá que as duas são a expressão de uma realidade única, presente em tudo o que há.
Esta força única faz lembrar o que seria o Tao para uns, Deus para outros, o Universo, a Totalidade, a Unidade, o Eu Sou, ou qualquer outra nomeação que já tenha sido usada.
O universo tem leis que são válidas desde sempre e que o sustentam.
Quando olho para mim percebo a vida e a morte presentes. As duas forças estão em contínua Expressão. Há uma aparente contradição que parece ser inerente à percepção do ser, assim como também o é, a aceitação desta (aparente) contradição.
A dualidade tem sua percepção possível em âmbitos bem vastos, porém tem limites. A Unidade é presente e perceptível em tudo.
Quando o sol nasce não vemos a escuridão da noite, mas o movimento da terra está nos levando para ela.
Percebemos apenas um pólo, porém os dois sempre estão presentes, o que varia é o grau de intensidade de cada um. O perceptível estará em predominância, por isso sua expressão.
Neste suceder de pólos, acontecem dois momentos infinitamente fugazes. Por um instante os dois se expressam em intensidades iguais.
O suceder dos ciclos possibilita a auto-sustentabilidade do sistema.


